Administrar tempo e ficar atentos ao que consumimos para uma vida mais consciente
29/10/2009
Por Neka Menna Barreto Em suspensão: livre
Passei um mês fora. Fiz um treinamento nas cozinhas supersônicas da marca Viking — incríveis, femininas e ultrassensíveis. Depois de passar esse mês tecendo novos hábitos, cheguei devagar a São Paulo, sem avisar ninguém. Entrei na minha casa e passei um dia chegando e descobri que muitas vezes nossas infinitas conexões e desejos nos deixam no ar. Quando ligamos para alguém, ficamos lá, no outro, mesmo ao desligar o telefone. Imagine dez, 20, 30 telefonemas. Ficamos com o nosso centro de gravidade fora. No ar. Neste dia dormi dez horas sem parar e desde lá ando mais presente. Adoro gente, tenho uma coleção linda de amigos e família. Estou optando por encontros verticais e não só por telefone ou e-mail. É mais nutritivo. Ninguém consegue administrar bem um turbilhão de coisas. Administre, mas uma coisa de cada vez, respirando. Ontem fiz uma aula de Yoga em que o professor deixava a gente ficar com dúvidas em relação ao nosso corpo e a resposta vinha mais tarde. O imediatismo requer as coisas na hora, é inquietante. Ter conhecido árvores milenares mudou o meu ponto de vista. É bom sentir saudades verdadeiras de alguém e planejar um encontro. O mundo não nasceu em sete dias e quando sabemos que existem processos longos, temos mais espaços dentro de nós. Não existe coisa melhor do que bons encontros, organizados com tempo. Não custa tentar.
Consumo consciente
O slow food nos ensina a lidar com os produtos alimentares da mesma forma que lidamos com as pessoas. Temos obrigação de saber “De onde vem esse ovo que comemos? Como vive o frango? Confinado? Em fazenda? Qual é o seu habitat? E o peixe? E este pimentão? E a cenoura?” Todos me falam que os peixes andam cheios de mercúrio, impróprios para o consumo, que as fazendas de criação “superpopulam” o metro cúbico de peixes e camarões, tornando-os de péssima qualidade para o consumo humano. Vou até o fundo. Estou em contato com a organização Sea Food Watch e darei retorno com todas as informações nos próximos artigos.
Salada generosa (rendimento: 4 porções)
Ingredientes
1 xícara de cenoura ¼ de xícara de alga higiki 1 xícara de cogumelo shiitake 4 xícaras de couve-manteiga ½ xícara de gergelim branco 1 limão 1 xícara de pepino cortado à julienne 2 colheres (sopa) de shoyu
Molho
½ xícara de azeite de oliva ½ colher (sopa) de óleo de gergelim ½ pimenta jalapeño ou dedo-de-moça 1 pitada de sal 2 ½ colheres (sopa) de shoyu 2 ½ colheres (sopa) de vinagre de arroz ½ xícara de suco de laranja
Para enfeitar Nozes, castanhas torradas e furikake (2 colheres de sobremesa). Furikake é um condimento seco em forma de flocos para salpicar por cima do arroz branco japonês.
Modo de preparo Marinar o shiitake no shoyu e limão. Cortar a couve à julienne, bem fininha. Misturar todos os ingredientes, colocar o molho por cima e enfeitar com furikake, nozes e castanhas torradas. Comer com cereal integral. Ótima para consumir ao meio-dia. Cheia de fibras. Consequência: leveza.